We'll always have Paris! Só um gostinho pra quem tá longe!



AHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

Como diriam minhas amigas queridas e podres:

ESTOU QUI-CAN-DOOOOOOOOOOO!!!!

Vaya tres - Uma conversa de facebook

alex martinez peralta
¿De donde han sacado a estos? !!Una vergüenza!!¿Sí o sí?

Alessandra Peruzzo
Me encanta la foto!!!

Isa Giménez
Vaya tres!!! jajajajaja!!! En enero voy para allá. Hacedme un hueco u os mato!!!

Federico Robles
Os Dida, Ronaldinho e Adriano do Master...

Espica Inieshum ॐ
isabel! en Enero vienes??ya puedes ir avisando....buenobuenio... los moviento libertario eeeh! besito

Alessandra Peruzzo
Enero!!! Uju!!! Ahí me voy también!

Isa Giménez
Lalalá!!! Se fragua el reencuentro, se fra-gu-aaaa!!!! NO DIGÁIS QUE NO AVISÉ!!!

Carolina Senra
aaaa, q envidia! quizás aparezco también si gano el la loteria!!!

Simon Hernandez
que no me baño.....

Isa Giménez
Me muero de ganas de veros!!

Alessandra Peruzzo
Oye, dónde quedamos? Jajajajajaja!!!

Maca Pérez Sánchez
EN ENERO NOS VEMOS AMIGAS Y AMIGOS....YUJUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!

alex martinez peralta
estoooooo, ¿al bahía como siempre?

Maca Pérez Sánchez
siiiiiiiiiiiii, vamos vamos!!!!

Alessandra Peruzzo
Ya está!! Al Bahía!!! No puedo creer!!!

Isa Giménez
Bahía, Ba hí aaaa!!

Melancia - Uma conversa de MSN

(...)

XXX:
Mas eu vou me vingar de você.
Com a afirmação que vem a seguir.
VOU PRA SÃO PAULO AMANHÃ.
ha-ha-ha

EU:
ai, ai...
tá bom...
boa viagem
vou lembrar de você quando estiver passeando pelas ruas de Paris, Bordeaux, Praga e Barcelonaaaaaaaaaaaaaaaa

XXX:
ah, é, você vai pro mundo velhaco, antigo e fora de moda.

EU:
vou
e feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

XXX:
Eu vou pra maior cidade da América Latina, moderna, cosmopolita e etc...

EU:
Hahahahahahahahahahah!
Que mania de grandeza essa sua!

XXX:
Não é mania de grandeza. É só uma comparação básica. "Você quer trocar uma viagem pra São Paulo por um turismo mequetrefe por Paris, Praga, Bordeaux e Barcelona?" A resposta é "NÃÃÃÃO". Tipo quando o Sílvio Santos perguntava: "Você quer trocar um fusca 0km por uma melancia?" No caso, Europa é a melancia!!

EU:
Adoro melancia.

Estou indooooooooooooooo!!!

QUÉ ES: El reencuentro


CÓMO: Con mucha nostálgia y cervezas-beer


CUÁNDO: El 5 de enero


DÓNDE: En el Bahía, Barna!


Vale?

O que eu amo em Brasília

O quê? Justo eu, que reclamo tanto dessa cidade, escrever um post sobre o que eu amo em Brasília? Tem alguma coisa que eu amo em Brasília? Apesar de tudo, tem. Na verdade, muitas. E hoje me deu vontade de escrever porque, enquanto vinha pra casa, passei por um monte delas. Esse post é simples e sem muita filosofia. É uma lista do que Brasília tem que me faz esquecer que estou aqui, perdida no meio do planalto central:

- O céu e o pôr-do-sol;

- O lago, lindo, que até dá uma enganadinha de mar, de vez em quando;

- O Pontão e a Mormai, de onde acabei de sair, depois de tomar um açaí superbom, sentadinha e olhando pro lago aí de cima, com um pôr-do-sol lindo, em um dos momentos de trégua que a chuva tem nos dado;

- As noivas breguérrimas tirando foto no Pontão. A-DO-RO! Como me divirto com elas, as mocinhas que ficam arrumando o vestido, a maquiagem delas e os fotógrafos! Ah, e claro: com os vestidos estilo bolo-de-noiva. Sei que é um momento especial pra elas e boto a maior fé de elas guardarem essas recordações. Mas que é engraçado, é. Ainda mais que são várias ao mesmo tempo, debruçando-se em árvores, sorrindo para o sol, jogando o buquê para o lago…

- A minha casa, por dentro e por fora, que me faz sentir bem longe daqui;

- As árvores, que vão florindo de acordo com a época do ano. Depois de ter curtido muito a época dos ipês rosas (acho que é ipê), hoje, no caminho pra casa, me deparei com muitas lindas árvores com flores amarelas. Devem ser os famosos ipês amarelos que, apesar de viver minha vida inteira aqui, ainda não sei identificar direito;

- Falando em árvore, as inúmeras árvores frutíferas que estão espalhadas pela cidade: jaca, amora, abacate, manga! Aliás, estamos em época de manga e isso me faz ir para o próximo item;

- Em época de manga, ver, o tempo todo e em todos os lugares, gente parada debaixo das árvores, tentando derrubar umas frutinhas e aproveitando para saboreá-las ali mesmo, na sombrinha dos galhos. Um item é especial nesse cenário: a bicicleta, normalmente deixada encostada no meio-fio, enquanto o dono atira pedras e paus para derrubar as frutas;

- O caminho que eu tomo pra minha casa, que é rápido e bonito;

- Poder ir pra onde eu quiser na hora do almoço, sem ter que me preocupar com trânsito;

- Meus pais e minha família;

- Meu marido e a família dele;

- Meus amigos;

- O CCBB e o Cine Academia;

- A livraria Cultura;

- O meu deck, cheio de futons, na minha varanda;

- Os meus filmes;

- Os meus sonhos, que me fazem voar pra bem longe daqui.

Brasília cai de podre (Dora Kramer - Estadão de hoje)

"Se tiver filme é o fim", dizia o líder do DEM no Senado, Agripino Maia, no fim da tarde de sexta-feira quando Brasília se alvoroçava sem ainda distinguir o que era verdade ou boato no forrobodó que acabava de explodir na capital do País: o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pela segunda vez em oito anos era protagonista de um escândalo.

E não só há filme, como as imagens exibidas são as mais impressionantes já vistas em matéria de flagrante de corrupção num caso em que, se dúvida houver, é se existe alguém direta ou indiretamente ligado ao governo que esteja fora do esquema.

Na sexta-feira, a capital federal caiu de podre. Governador, vice-governador, presidente da Câmara Legislativa, deputados, secretários de Estado, empresários, jornalistas, presidentes de estatais, administradores regionais e sabe-se lá mais quantos integrantes de instâncias de decisão, sem cuja colaboração os crimes não poderiam ter sido cometidos com tanta desenvoltura, fazem parte de uma quadrilha de assaltantes do dinheiro público.

Nunca se viu nada parecido. Um escândalo que não se resolve com o impeachment do governador. Não só Arruda está impedido de continuar à frente do governo do Distrito Federal. Seu vice, Paulo Otávio, não pode suceder-lhe porque tinha um homem da mala preta encarregado de transportar a sua parte. O presidente da Câmara Legislativa tampouco: foi filmado enfiando dinheiro nas meias, nas calças e nos bolsos do paletó.

O denunciante, Durval Barbosa, centralizava a distribuição no próprio gabinete de trabalho e, não obstante carregasse dezenas de processos nas costas e integrasse a turma do antecessor Joaquim Roriz, de estripulias conhecidas na área - a mais vistosa, a partilha de R$ 2,2 milhões com Nenê Constantino, o levou à perda do mandato de senador - foi nomeado secretário de Relações Institucionais.

Fazia tudo institucionalmente, na hora do expediente, sem grandes mistérios e nenhuma cerimônia. Deputada até então das mais respeitadas como educadora, Eurides Brito entra na sala cheia de pressa e muita prática: pergunta por Durval e 19 segundos depois já enche a bolsa com maços de dinheiro. O deputado Júnior Brunelli leva 14 segundos. Rápidos e rasteiros.

Três dias depois de conhecidos os fatos a partir da operação da Polícia Federal na busca e apreensão de documentos, Arruda estava "pronto" ontem para dar explicações ao seu partido, o DEM.

A ala mais jovem e antes interessada em fazer de Arruda o vice na chapa presidencial do PSDB dava um crédito de confiança. Sem dizer baseada no quê exatamente.

O grupo mais experiente - escaldado de outros carnavais e imagens de dinheiros que lhes dizimaram uma candidatura presidencial - não queria nem conversa. Convidado a se retirar do PSDB em 2001, Arruda, no que dependesse deles, seria agora convocado a fazer o mesmo.

Como sempre, os mais velhos têm razão. O episódio presente nem pode ser comparado aos tradicionais mensalões. É muito pior. Não se limita a financiamento ilegal de campanha ou pagamento à base aliada: é corrupção explícita e generalizada.

Segunda chance - José Roberto Arruda jogou no lixo o perdão que recebeu em 2002 do eleitorado que o elegeu deputado federal, permitindo sua sobrevivência na política depois de ter sido pego no delito de violação do painel de votação do Senado. Ali estava delineado um caráter. O desdobramento foi uma variação sobre o mesmo tema.

Marca registrada - Assim como o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, orientou o presidente Luiz Inácio da Silva a assumir a versão do caixa 2 de campanha para justificar o mensalão petista, o advogado de José Roberto Arruda aconselhou seu cliente a tentar transformar a rapinagem brasiliense em crime eleitoral.

Rende penas brandas e antigamente se rendia ao fato consumado - a eleição do infrator. Agora tem produzido cassações, embora tardias e contestadas pelos defensores do "voto do eleitor".

O abuso da máquina pública na eleição antecipa quais serão as bases de atuação do candidato quando governante.

O preço - O risco que se corre com a realização de uma obra - filme, livro, peça, vídeo -, assumidamente para fazer de um homem um mito, é acabar despertando o descontentamento de testemunhas de versões menos edulcoradas da mesma história.

Como César Benjamin e Paulo Vidal - o antecessor de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos - vão aparecer outras pessoas que conviveram com Lula o homem normal, não com o herói sem defeitos da fábula assinada pela família Barreto.

Um Lula mais próximo da realidade é mostrado no documentário Entreatos, de João Moreira Salles, que vale de novo conferir.

A vaquinha e a flor

A vaquinha:

IMG_8108 A flor:

IMG_8110A vaquinha e a flor:

  IMG_8103IMG_8109IMG_8106

A história de um passarinho

Quando eu era bem pequena, lá pelos meus dez anos, uma antiga namorada do meu irmão achou um passarinho caído do ninho. Trouxe o filhotinho para casa e minha mãe entrou em pânico quando viu os meus olhos brilhando para aquele bichinho pequeno, mirrado, sozinho e todo empesteado.

A primeira noite dele em casa foi muito difícil. Ele dormiu no meu quarto... melhor: ele piou no meu quarto. O pequeno se sentiu muito só e abandonado, mesmo naquela caixinha de sapato e com todo o calor que a minha luminária de estudos podia dar a ele. O começo de qualquer coisa é sempre muito difícil. E assim também foi para o Piu-piu, que ganhou esse nome e um novo lar.

Logo, Piu-piu já era um membro da família. E não era como qualquer passarinho, não. Como a mãe (eu!) também não sabia voar. Até arriscava uns voos bem baixinhos, mas o que gostava mesmo era de caminhar saltando, daquele jeitinho dos pardais (Piu-piu não era um pardal. Era meu filho).

Ele gostava de se esconder pertinho do motor do freezer para se esquentar. Detestava tomar banho. Por causa disso, tive de inventar uma técnica para sua higiene diária. E não sei como, nem por que, descobri que Piu-piu só se banhava na pocinha da varanda, quando eu ficava dando batidinhas leves na água, dando-lhe movimento e vida, mais vida.

Ele adorava cheetos e pão molhados no leite e, nos momentos de lazer, gostava de bicar os botões da camisa social que meu pai estivesse usando. Várias vezes, durante essa investida, entrava pelo buraquinho entre os botões e quase matava meu pai de cócegas.

Piu-piu sabia que minha mãe não gostava que ele fosse para sala enquanto almoçávamos. “Depois, ele faz coco por aí e a gente não sabe onde foi. Vai estragar o carpete e ainda deixar cheiro”. Mas Piu-piu era teimoso e, sempre em tentativas frustradas, tentava atravessar a cozinha – no seu voo baixinho e arrastado – para desembocar na porta que dava para o templo proibido. Quando pensava que a vitória era certa, ouvia o chamado firme e desanimador de minha mãe:

- Piu-piiiiiu!

- Piu... – respondia ele, de cabecinha baixa, fazendo, de volta, o trajeto até a área de serviço, que havia sido vencido com tanta astúcia.

Piu-piu também gostava de se namorar na lista espelhada que percorria todo o comprimento da geladeira velha. Ficava ali, olhando-se no espelho, distribuindo pequenos beijinhos àquele reflexo que tanto se parecia com ele. Piava baixinho nessas horas, numa conversa muito peculiar com aquele outro serzinho que descobrira. Piu-piu não sabia que não era gente. Mas, às vezes, percebia que era diferente. E não se incomodava. Ali era a sua casa.

Eu tinha de ir ao colégio todo dia. E meu horário preferido era o da saída. Além dos motivos óbvios de qualquer criança, era a hora em que minha mãe ia me buscar com o Piu-piu, protegido na palma da mão da vovó, num troninho recoberto por papel higiênico.

A mordomia era só na ida. Na volta para a casa, Piu-piu ia para o chão e nos seguia até em casa. Às vezes, empacava, de tanto cansaço por caminhar saltando. Mas não desistia e vencia mais esse obstáculo. Na hora de subir as escadas do prédio, mostrava toda sua irreverência. Aquele passarinho pequenino tinha noção de direção. Sabia que, ao terminar as escadas, tinha que ir para a porta que ficava do lado esquerdo (em cada andar, eram dois apartamentos). Faltava a Piu-piu o conhecimento matemático. Por não saber contar, em cada andar que chegava, dirigia-se à porta esquerda. Era assim no primeiro, no segundo, até chegar no terceiro.

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Piu-piu era meu filhinho, meu melhor amigo e meu grande companheiro. Tinha medo de somente uma coisa: ficar na varanda sozinho. Não suportava. Aquilo lhe dava um grande desespero.

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Um dia, cheguei à casa, depois de meu pai me buscar no colégio, e comecei a chamar pelo Piu-piu. Silêncio. Procurei-o em todos os seus cantinhos e lugares preferidos. Fui ao meu quarto, à sala, olhei por debaixo do freezer. Piu-piu fazia mistério, queria brincar de esconde-esconde comigo. No começo, até estava tranquila. Mas depois de algum tempo sem resposta, comecei a me preocupar. A preocupação virou desespero e, ao ver a filha aos berros, meu pai desceu para conversar com o porteiro. E retornou com o caso selecionado.

- O porteiro viu o Piu-piu na varanda, minha filha.

- Ele tem medo de ficar na varanda sozinho.

- É, mas o que aconteceu foi que Piu-piu foi até a varanda e viu uma árvore cheia de passarinhos que não paravam de cantar. Ele viu e ouviu aquilo e resolveu encontrar os seus. O porteiro disse que viu a hora em que Piu-piu alçou voo e pousou na árvore. Logo em seguida, todos saíram voando felizes. Eram uma família.

Aquilo me confortou. Piu-piu não estaria mais comigo, mas teria um novo lar. Ficou tão feliz com o que viu, que venceu as próprias limitações. E aquele passarinho, que tinha passado quatro meses em casa sem levantar uma vez do chão, conseguiu, no afã de alcançar o que desejava, fazer seu primeiro voo triunfal. O primeiro voo do resto da sua vida. Minha mãe diz que choramos duas semanas, sem parar, de saudade do Piu-piu. Mas era um choro conformado, afinal, os filhos não são nossos e, sim, do mundo. Durante muito tempo, ainda tive, várias vezes, a impressão de ver Piu-piu pousado em uma árvore ou banhando-se em alguma poça. Mas sempre que me aproximava, ele voava.

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Um belo dia, há alguns poucos anos, estava contando essa história para alguém. Com todos os detalhes da personalidade do Piu-piu, que dormia na área de serviço e odiava ser acordado, de madrugada, por qualquer um que resolvesse acender a luz de seu quarto. O intruso era expulso pelo seu olharzinho bravo e algumas bicadas, caso tentasse contato físico.

A história era ouvida por alguém incrédulo. Não era possível ter existido um passarinho desses.

- Mas ele existiu. Tenho fotos e tudo. E minha mãe pode confirmar. Quando percebi que ele não estava em casa, me desesperei. Mas fiquei mais tranquila depois que meu pai conversou com o porteiro e disse que o Piu-piu voou até uma árvore e...

- E o quê?

(Silêncio).

- E o quê, fala!

- Meu Deus, é mentira...

- O quê?

- O Piu-piu não viu nenhum passarinho em outra árvore. Não decidiu estar com os seus. Não enfrentou seus medos e limitações. Ele não voou...

(Silêncio).

- Meu pai falou isso só pra me acalmar. Uma daquelas várias histórias que os pais têm nas mangas para acalmar as angústias dos filhos. E só agora me dou conta...

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Ter percebido que o fim do Piu-piu não foi tão feliz como sempre imaginei me deixou um pouco atordoada. Mais impressionada fiquei com o tanto de tempo em que acreditei nessa história. E constatei que, às vezes, um voo até a próxima árvore, mesmo que signifique um adeus, nos dá muito mais esperança de um reencontro que um salto ingênuo e arriscado para a realidade.

Até a próxima, meu querido amigo que se foi...

Hoje, eu estou assim…

… como nessa foto, que tirei faz tempo…

… mas que reflete o que sinto agora…

 

lamentando no chão

About ME

Alessandra Peruzzo.
30 anos.
Jornalista.
Apaixonada por audiovisual.
Louca por documentário.
Viviendo la vida loca (pelo menos, tentando...)